A.N.D.A. - N O T Í C I A S
Inicio / NOSSA HISTÓRIA / SOBRE O AUTISMO

SOBRE O AUTISMO

autismo

O “Autismo” foi introduzido na Psiquiatria por Plouller, em 1906, como um item descritivo do sinal clínico de isolamento frequente em alguns casos. Em 1943, Kanner reformulou o termo como distúrbio autístico do contato afetivo, descrevendo uma síndrome com o mesmo sinal clínico de isolamento.

O Transtorno Autista (ou Autismo Infantil) fazia parte de um grupo de transtornos do neurodesenvolvimento denominados Transtornos Global do Desenvolvimento (TGD’s), Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (TID’s) ou Transtornos do Espectro do Autismo (TEA’s).

Porém, atualmente utiliza-se o termo Transtornos do Espectro do Autismo (TEA) para se referir a uma parte dos TGD’s/TID’s: o Autismo; a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento, sem outra especificação; portanto não inclui a Síndrome de Rett e o Transtorno Desintegrativo da Infância.

Esse grupo de transtornos compartilha sintomas centrais no comprometimento de três áreas específicas do desenvolvimento: (a) déficits de habilidades sociais, (b) déficits de habilidades comunicativas (verbais e não-verbais) e (c) presença de comportamentos, interesses e/ou atividades restritos, repetitivos e estereotipados. As manifestações dos sintomas do TEA ocorrem antes dos três anos de idade.

Embora não tenha sido identificada uma etiologia específica, os estudos têm sugerido que a presença de alguns fatores genéticos, ambientais e neurobiológicos podem estar associados ao TEA. Alguns autores sugerem que o TEA é decorrente de disfunções do sistema nervoso central (SNC), que levam a uma desordem no padrão do desenvolvimento da criança.

Em indivíduos com níveis normais de inteligência, a proporção de indivíduos do sexo masculino é quatro vezes maior em relação ao sexo feminino. Porém, essa prevalência tende a diminuir significativamente quando se compara meninos e meninas que tem TEA com níveis intelectuais mais comprometidos (retardo mental profundo), chegando a 1,3 casos de meninos para cada 1 caso de menina investigada. Isso sugere que, apesar de casos do TEA serem mais raros em meninas, estes tendem a ser acompanhados por maior comprometimento cognitivo e funcional.

Conforme pesquisa do governo dos Estados Unidos, os casos de autismo subiram de 1 em cada 88 para 1 em cada 68 crianças com 8 anos de idade — o equivalente a 1,47%. Dados aferidos pelo CDC (Center of Diseases Control and Prevention), órgão próximo do que representa, no Brasil, o Ministério da Saúde. Os dados são referentes a 2010 e foram divulgados em 27 de março de 2014.

No Brasil, estima-se que existem aproximadamente 2,2 milhões de pessoas com TEA e na cidade de Montes Claros provavelmente 4.244 casos. Entretanto, o Grupo de Pesquisas TEA-COMVIVER está realizando pesquisa para termos esse prognóstico correto.

Embora não haja nenhuma cura conhecida, o diagnóstico precoce e a intervenção imediata contribuem para reduzir a probabilidade de cronificação do TEA, aumentam as possibilidades de tratamento e minimizam vários sintomas, permitindo que pessoas com este transtorno tenham uma vida funcional, o que justifica uma necessidade crescente em promover eventos que permitam a população envolvida, direta e/ou indiretamente com pessoas com TEA, conhecer e/ou aprofundar seus conhecimentos sobre este transtorno.